FILIPINAS: SOCIEDADE E REVOLUÇÃO

FILIPINAS: SOCIEDADE E REVOLUÇÃO

Desde o início dos trabalhos da União Reconstrução Comunista, nos esforçamos no trabalho de solidariedade à luta do povo filipino, que trava uma guerra popular dirigida pelo Partido Comunista das Filipinas desde o final da década de 60. O NOVACULTURA.info publica frequentemente notícias atualizadas sobre o prosseguimento da luta revolu-cionária nas Filipinas baseando-se de forma clara nos princípios do internacionalismo proletário e da solidariedade internacional anti-imperialista. Além de já termos escritos artigos na Revista Nova Cultura e realizado seminários sobre a Revolução Filipina.

No ano passado, demos mais um passo neste trabalho ao publicar o livro Filipinas: Sociedade e Revolução, do professor Jose Maria Sison, presidente-fundador do Partido Comunista das Filipinas, do Novo Exército Popular e da Frente Democrática Nacional. A clássica obra Jose Maria Sison trata-se da tentativa de apresentar, de forma mais profunda e do ponto de vista do marxismo-leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung, os principais pontos sobre a história das Filipinas, os problemas básicos do povo filipino, a estrutura social dominante, as estratégias e táticas de luta do povo filipino e, por fim, a lógica por trás da solução revolucionária – que é a revolução democrático-popular. O livro pode ser considerado uma cartilha, e pode ser estudado por todos aqueles interessados em conhecer a verdade sobre as Filipinas e na luta dos verdadeiros interesses nacionais e democráticos de todo o povo filipino.

Disponibilizamos para download o pdf de mais uma importante obra do marxismo-leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung

www.novacultura.info/filipinas-sociedaderevolucao

PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA

Estou profundamente honrado e agradecido pelo trabalho reali­zado pela União Reconstrução Comunista em traduzir e publicar meu livro Filipinas: Sociedade e Revolução para o português, com o fim de benefi­ciar as massas laboriosas de operários e camponeses, bem como setores impor­tan­tes tais como a juventude, mulheres, trabalhadores e intelectu­ais em geral. Em minha função, como Presidente do Comitê Central do Partido Comunista das Filipinas (PCF), escrevi este livro em 1969 utili­zando o nome de guerra Amado Guerrero. Desde então, tal obra tem servido como documento edu­cacional básico para os quadros e mem­bros do PCF, para os comandantes e guerrilheiros do Novo Exér­cito Popular e ativistas das organizações de massas legais e clandestinas.

O livro abriu caminhos e inspirou o povo filipino aos milhões para in­gressar no PCF, no NEP, na Frente Democrática Nacional das Filipinas (NDFP) e nas organizações de massas, bem como para apoiar órgãos do poder político do governo democrático-popular. Filipinas: Sociedade e Revolução cumpriu o papel em construir as forças revolucioná­rias e o movimento de massas. Para espalhar a sua influência entre as mas­sas, o livro foi traduzido e publicado nos diversos idiomas falados nas Filipinas, bem como em línguas estrangei­ras.

Neste livro, busco aplicar a teoria do marxismo-leninismo-mao­ísmo e tomar o ponto de vista e método de análise proletários. A estrutura do livro é bem simples: o Capítulo um trata da história filipina em seus principais períodos até os tempos atuais. O Capítulo Dois apre­senta os problemas básicos do povo filipino, que são o imperialismo, o feuda­lismo e o capitalismo burocrático. No Capítulo Três, trata-se de ex­plicar a re­volução democrático-popular (sob a direção da classe operá­ria com uma perspectiva socialista) como a solução para os problemas anterior­mente citados.

Há bastante em comum entre as Filipinas e o Brasil no que diz res­peito à história e a realidade atual de ambos os países. O povo brasi­leiro tem estado sujeito à opressão e exploração do colonialismo e do imperia­lismo com a assistência das classes reacionárias locais, e segue sendo afligido pelos três grandes males do imperialismo, do feudalismo e do capitalismo burocrático. Para conquistar sua libertação nacional e social, o povo brasileiro deve conquistar a batalha pela democracia e ter o socialismo como perspectiva. A tarefa chave é a tomada do poder político, a derrocada da máquina burocrática e militar do Estado burguês e o estabelecimento da ditadura do proletariado.

Espero que a publicação da edição brasileira de Filipinas: Sociedade e Revolução possa ajudar os camaradas brasileiros e as massas populares a fazer a análise concreta da situação concreta do Brasil, determinar o caráter bá­sico da sociedade brasileira e o correspondente caráter da Revolução Brasileira em nossa época, bem como a reconstruir o partido revolucio­ná­rio do proletariado e de outras forças patrióticas e progressistas para que se possa deflagrar todas as formas possíveis e necessárias de lutas de massas revolucionárias.

O Brasil se encontra atualmente em uma crise profunda devido a causas internas assim como por conta de fatores externos gerados pela crise de todo o sistema capitalista mundial. O Golpe de Estado de ex­trema-direita deflagrado em 2016 levou ao agravamento da crise socio­e­co­nô­mica e política no Brasil. É relevante considerar como melhor pode avançar a Revolução Brasileira nesta época de fracasso escancarado das políticas neoliberais, de intensificação da crise e em que as amplas massas do povo que sofrem com o aumento da exploração e da opressão devem lutar para conquistar a libertação nacional, a democracia e o socialismo.

Aproveito esta oportunidade para agradecer à URC pela sua coope­ra­ção com as forças revolucionárias filipinas sob os princípios do internacionalismo proletário e da solidariedade revolucionária. Desejo que as relações entre as forças revolucionárias brasileiras e filipinas pos­sam seguir avançando e contribuindo para o ressurgimento da revolução proletária socialista mundial.

As revoluções brasileira e filipina conquistarão vitórias cada vez maiores nos próximos anos, mediante lutas de massas combativas nas regiões urbanas e rurais contra o imperialismo ianque e toda reação!

Prof. José Maria Sison
(Amado Guerrero)

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